quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Classificação de Jogos, Brinquedos e Organização de Brinquedotecas

Para usos conscientes de jogos e brinquedos com objetivos educacionais, é necessária a formação específica dos professores e professoras, quer para usos em classes regulares, quer para usos em classes e/ou brinquedotecas hospitalares. 

É preciso saber escolher entre  vários jogos e brinquedos, saber classificá-los  e/ou adaptá-los a fins educacionais, ter noções básicas sobre como organizar uma brinquedoteca nesse sentido, além do prazer que ela pode proporcionar, e que ela não seja uma simples coleção de jogos e brinquedos à disposição das crianças e adolescentes.

Nas minhas andanças pela Rede, encontrei um artigo ótimo da professora Karina Toledo de Araújo,  docente do Curso de Graduação em Pedagogia e Turismo – UniFil, do Curso de Pós-Graduação em Educação Infantil – UniFil e Coordenadora da Brinquedoteca – UniFil.
 
Lá, ela  fornece informações preciosas sobre jogos, brinquedos e sobre a organização de Brinquedotecas.


Confira em


Um abraço.

Alexandre Kassis

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Conheça o CERELEPE








Conheça o CERELEPE (Centro de Estudos sobre Recreação, Escolarização e Lazer em Enfermarias Pediátricas).

Vou deixar que ele mesmo se apresente  e você perceberá logo que vale a pena salvar o link   em seus favoritos, já que você se interessa pelo tema Pedagogia Hospitalar.

"Somos um centro de pesquisa e documentação voltado para o estudo da escolarização em ambiente hospitalar. Tudo que diz respeito ao trabalho de professores junto a jovens pacientes hospitalizados, ao atendimento domiciliar para crianças enfermas e, portanto, à Classe Hospitalar e à Pedagogia Hospitalar, nos interessa de perto. Do mesmo modo, nos interessam também, assuntos relacionados à contação de histórias em hospitais, à expressão artística – plástica, cênica ou musical - em hospitais e às atividades de recreadores em brinquedotecas nestes espaços.

O que fazemos no CERELEPE
 
Reunimos e organizamos documentos e materiais diversos – impressos e digitalizados – que auxiliam quem quiser entender e refletir acerca do atendimento pedagógico em ambiente hospitalar. Assim, mantemos um acervo de livros, periódicos, separatas, filmes, documentários, revistas e matérias de jornal. Isto porque o foco de nossa atuação é promover a pesquisa e a formação para o atendimento em Classe Hospitalar. Assim, além oferecermos subsídios para a formação dos alunos da Faculdade de Educação da UFBA, ofertamos periodicamente cursos de capacitação voltados à comunidade externa. Acima de tudo, produzimos conhecimento, por exemplo, sobre a aprendizagem da criança hospitalizada, sobre métodos e técnicas de ensino no ambiente adverso do hospital, sobre a formação de profissionais de educação para esse ambiente, sobre a receptividade dos hospitais a esse trabalho. Partem de investigações que resultam em artigos, monografias, trabalhos de conclusão de curso e dissertações de mestrado, os quais buscaremos sempre disponibilizar nessa página. Difundimos nova informação sobre Classe Hospitalar e compartilhamos aquela já existente na rede. Não somos um serviço de atendimento pedagógico a crianças e adolescentes hospitalizados. Não somos, portanto, uma Classe Hospitalar, o que não impede, todavia, que possamos prestar algum tipo de consultoria." 

( Fonte: http://www.cerelepe.faced.ufba.br/quemsomos.php)


Confira tudo em 


Um abraço.
Alexandre Kassis

Livro sobre Educação Inclusiva

















O livro Educação Inclusiva: o que o professor tem a ver com isso? é uma realização conjunta entre a USP – Universidade de São Paulo, a CECAE – Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária e de Atividades Especiais, a Rede SACI - Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação e  a Fundação Telefonica, sob coordenação da socióloga Marta Gil -  São Paulo, Imprensa Oficial, 2005.
  
É um livro abrangente e importante sobre o tema da Educação Inclusiva, que é de interesse de todos, incluindo docentes de classes hospitalares, certamente!



Um abraço.
Alexandre Kassis

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Brinquedotecas Hospitalares

















Sob pontos de vistas teóricos, o lúdico no desenvolvimento infantil é considerado essencial  nas perspectivas de diversos autores; na prática, sua validade tem sido verificada por seus resultados educacionais, quer no cotidiano extra-escolar, quer no escolar regular. 

Numa perspectiva da Pedagogia Hospitalar, como a compreendemos, o lúdico é especialmente importante em atendimentos pedagógicos nos hospitais, o que justifica a existência de brinquedotecas nesses espaços dedicados à atenção à saúde integral dos pacientes, no foco educacional,também estudantes, com seus direitos de  continuidade na escolarização.


Abaixo, seguem alguns links interessantes sobre o tema Brinquedoteca Hospitalar. Confira, pois  seus conteúdos valem como uma introdução ao tema e a alguns debates.


Abraços.

Alexandre Kassis


A BRINQUEDOTECA HOSPITALAR COMO FATOR DE PROMOÇÃO DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA



BRINQUEDOTECA HOSPITALAR: UMA REALIDADE DE HUMANIZAÇÃO PARA ATENDER CRIANÇAS HOSPITALIZADAS


BRINQUEDOTECAS HOSPITALARES, SUA ANÁLISE EM FUNÇÃO DE CRITÉRIOS  DE QUALIDADE


BRINQUEDOTECA HOSPITALAR: DA OBRIGATORIEDADE LEGAL AO DESRESPEITO À LEI – A LEI FEDERAL Nº. 11.104/2005 COMO CASO EMBLEMÁTICO ENVOLVENDO LIMITES NAS MEDIDAS DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR

Caderno Temático do SAREH










Olá.

Segue link para o Caderno Temático do SAREH, publicado em 2010, pelo Governo do Estado do Paraná. É uma das referências obrigatórias para quem quer desenvolver atendimentos pedagógigos hospitalares de qualidade.


O caderno pode ser acessado e baixado em:
Caderno Temático - SAREH



Um abraço.

Alexandre Kassis

Classe Hospitalar - Hospital Infantil Cândido Fontoura















Seguem dois links para projetos da Classe Hospitalar do Hospital Infantil Cândido Fontoura, coordenados pelas professoras Angela Maria Sanchez e Maria Aparecida de L.R.Roveran aqui em São Paulo, indicados pela professora Marli Fiorentin, do Rio Grande do Sul.

Tecnologia é utilizada como remédio em Hospital de São Paulo

Blog da Classe Hospitalar do HICF

 

Um abraço.
Alexandre Kassis

domingo, 23 de janeiro de 2011

O significado da Pedagogia Hospitalar



Medicina e Pedagogia obviamente são muito diferentes por suas finalidades, no entanto ambas servem ao núcleo central do mesmo trabalho, a atuação e cuidado com o paciente, apesar de suas diferenças e precisamente por elas, coincidem e se completam.(SIMANCAS & LORENTE, apud Verdi, 2009, p.166)

Embora ainda não expressivo em termos numéricos, o atendimento pedagógico hospitalar já é realidade em diversos hospitais brasileiros, fazendo os profissionais do campo de pedagogia e outros profissionais da educação desenvolver práticas educacionais em "classes hospitalares", junto a crianças e adolescentes que se encontram hospitalizados.

De acordo com Ceccim (2010, p.33), “as classes educacionais hospitalares” não esgotam o conceito de atendimento pedagógico, nem significam a presença de uma escola formal no interior dos hospitais, e a sua  principal “novidade” está em
assegurar o compromisso das áreas da educação e da saúde com o desenvolvimento das crianças, tanto cognitivo como afetivo. Atender demandas de desenvolvimento é condição para atenção integral à saúde e uma exigência ao tratamento de crianças quando hospitalizadas, uma vez que esta condição oferece risco ao desenvolvimento e seu não atendimento acentua as vulnerabilidades em saúde.


As interrupções das rotinas próprias da infância (as atividades lúdicas e recreativas, a ida diária à escola, o encontro com os colegas, o convívio com irmãos, pais, demais familiares, vizinhos) causam impacto negativo sobre a criança hospitalizada, que se vê obrigada a passar horas, dias, meses e até anos em um ambiente muitas vezes hostil, submetendo-se a exames, injeções etc., convivendo com medo, angústia, privação de liberdade, dentre outros fatores que podem causar sofrimento físico e emocional.  Como afirma Novaes (apud Verdi, 2009, p. 165)

(...) a criança ao ser hospitalizada se vê envolvida em uma grande aventura, com ameaça a seu bem-estar físico e emocional, junto com sua família e os profissionais de saúde. É reconhecido o vínculo existente entre a mente e o corpo, emoção e o sintoma físico, em que mais importante é a criança doente e não a doença da criança.


Com a ação conjunta dos vários profissionais da saúde que compõem as equipes multidisciplinares em hospitais de qualidade, os  profissionais com formação em Pedagogia Hospitalar poderão fazer parte dessas equipes, atendendo às necessidades educacionais das crianças e adolescentes  internados, favorecendo seu desenvolvimento pleno em contextos hospitalares.

Num trabalho integrado entre educadores, equipe de saúde e famílias, o enfermo, por meio de ações lúdicas, recreativas e pedagógicas, dará continuidade à sua vida escolar, o que beneficiará também sua saúde física, mental, cognitiva e emocional (Verdi, 2009,p.166).

Sem o objetivo de descrever e analisar as minúcias sobre a Pedagogia e as diferentes possibilidades de ação dos profissionais nesse campo, apontamos para a síntese oferecida por Libâneo (apud Jesus, 2009,p.83)que destaca  o pedagogo como “um profissional que lida com fatos, estruturas, contextos e situações, referentes à prática educativa em suas várias modalidades e manifestações”. 

Assim, a prática educativa do profissional em pedagogia em hospitais pode ser bem mais abrangente e não tem que se restringir aos processos de escolarização de crianças enfermas em uma “classe hospitalar”, de acordo com a definição do Ministério da Educação, “um ambiente hospitalar que possibilita o atendimento educacional de crianças e jovens internados que necessitam de educação especial e que estejam em tratamento hospitalar” (MEC, 1994, p.20).

Como conceito norteador fundamental, elegemos a Pedagogia Hospitalar por considerá-la expressiva no sentido de sua maior abrangência no sentido de alargar as possibilidades de ações pedagógicas em ambientes hospitalares, para além da “classe hospitalar” o da “escolarização hospitalar”, pois o pedagogo poderá participar de outros projetos sociais e educacionais no âmbito hospitalar, envolvendo todos os que participam desse universo ( crianças e adolescentes, pais, acompanhantes, equipe de saúde, voluntários etc.)


Referências Bibliográficas

CECCIM, R. B. Classes hospitalares e a escuta pedagógica no ambiente hospitalar. In Cadernos Temáticos. SAREH – Serviço de Atendimento à rede de Escolarização Hospitalar - Governo do Estado do Paraná / Secretaria de Estado  da Educação, 2010, p.33.

JESUS, V.B.G. Atuação do pedagogo em hospitais.  In MATOS, L. M, Elizete (org) . Escolarização Hospitalar – Educação e saúde de mãos dadas para Humanizar. Rio de Janeiro: Vozes, 2009, p.81-91
MATOS, L. M, Elizete ( org) . Escolarização Hospitalar – Educação e saúde de mãos dadas para Humanizar. Rio de Janeiro: Vozes, 2009.

VERDI, C. A importância de Literatura Infantil no Hospital. In MATOS, L. M, Elizete          (org). Escolarização Hospitalar – Educação e saúde de mãos dadas para Humanizar. Rio de Janeiro: Vozes, 2009, 161-173